Biografia
ANTONIO OLIVAIRA NOBRE (Algodões, 23 de Novembro de 1939 - Alívio, 13 de Setembro de 2012). Numa localidade conhecida pelo nome de Algodões pirabibu, sertão de Quixeramobim, nasceu de uma família simples. Seus pais, Antonio Diogo Nobre e Maria Pastora Nobre, conhecidamente naquela região por se destacar como comprador de gado e também agricultor. Se mantinham nessas atividades em prol da formação de seus filhos. Em sua infância, trabalhava auxiliando seus pais, fosse na roça ou em atividades agropecuária. Como toda criança, praticava suas ações infantis. Moraram em mais de uma localidade todas nessas mesmas regiões. Choró, Maravilha, Serra da Palha, Algodões. O Oliveira tinha uma marca em seu nariz, fruto de um coice de um cavalo que quase tirou-lhe a vida. Conta ele, que quando moravam na Maravilha, uma localidade próxima a Serra do Estevam, seu pai o sr. Nobre, era o vaqueiro chefe desse fazenda. E em um estábulo, "para quem não sabe o que é isso." Estábulo, é um lugar específico para alimentação de animais, especialmente gado. São locais preparados com tinas, um recipiente grande, para colocar alimento para o animal. Pois bem; ele e um amigo de infância estavam nesse estábulo e seu amigo passando por detrás de um cavalo, mexeu na cauda do cavalo. O Oliveira vendo aquilo, praticou a mesma ação. Mas o animal por extinta acertou-lhe um coice em seu nariz, que o jogou a alguns metros de distância. Desacordado, ele foi achado por seu pai, que preocupado o levou imediatamente para casa. Em casa ainda lhes deu umas bordoadas por aquele malfeito. Então, a marca que existia em seu nariz, era proveniente dessa ação. Em sua juventude como agricultor, os tempos eram escaços. Seu pai um homem versátil, (termo técnico para quem não tem apenas uma única atividade de subsistência), atuava oras como agricultor mesmo, oras como comprador de gado para revenda. Nesse comércio, os animais eram adquiridos nos sertões de Quixeramobim, e enviados para Fortaleza, capital do Estado do Ceará, numa distância aproximadamente de 200 km. Distância percorrida a pé, com duração de oito dias. O Oliveira fazia esse trajeto acompanhado por seu irmão Zeca Nobre e outros amigos que também era solicitado seu trabalho. O tempo passa e aquele sertenejo conhece uma mulher, por nome Nazaré, filh ade Julieta Castro, uma mulher valente da mesma região e que também atua na mesma atividade agrícula. Com essa se casa, constroem uma família com dez filhos.